domingo, 10 de outubro de 2010

Pueril

Agora reparo no que fui, no que sou...
Continuarei a sê-lo?
Lucidez efémera,
Insensatez no auge,
Ainda pueril oculto por uma capa
Que nada é mais que uma ilusão,
Nada é mais que um disfarce do que realmente sou...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sonhar...

Os Homens são sonhadores!
Sonham, sonham, sonham...
Nada fazem a não ser sonhar,
Nada fazem para o sonho alcançar...

E continuam a sonhar,
A sonhar com o impossível...
A sonhar que tudo podem,
Que a Morte não os virá buscar...

E sonham que nada irá terminar,
Que a doença nunca os irá afectar,
Sonham, sonham,
Só sabem sonhar...

Porquê sonhar?
Porque moldamos o sonho,
Conseguimos o que queremos,
Conseguimos ser supremos...

Mas para quê sonhar?
Não vos libertará da imortalidade,
Não vos livrará da doença,
Continuarão longe da real felicidade...
Para quê sonhar?

Sonhar é viver na ilusão,
Viver longe da luz da realidade,
Viver na escuridão...

Mas os Homens sonham!
Sonham, sonham, sonham...
Vivem na fantasia, na ilusão...
Vivem no meu coração...

domingo, 3 de outubro de 2010

Em ti reencontrei-me

Há muito tentava rimar,
Finalmente consegui...
Reencontrei a minha lírica
No momento em que te vi.

O teu sorisso iluminou-me o coração,
Nele palavras foram desenhadas pelo teu olhar,
Frases foram-se formando
Criando a definição de amar.

Em ti reencontrei a inspiração,
Graças a ti reencontrei um sentimento,
Duas coisas que julgava perdidas
Neste meu coração turbulento.

És toda a minha eloquência,
És toda a minha poesia,
És tudo o que me preenche o pensamento,
És toda a minha fantasia.

sábado, 2 de outubro de 2010

Caminha Errante

Caminha errante por este mundo...
Desfruta da paisagem, dos sons,
Dos odores, dos animais,
Das pessoas e dos tons.

Caminha errante por este mundo,
Sem regras para respeitar,
Tendo como único objectivo
A felicidade encontrar.

Caminha errante por este mundo,
Caminha sem saber onde ir
Segue as pisadas dos teus sonhos,
Segue o que tens de seguir.

Caminha errante por este mundo,
Caminha sem ter medo,
Receio de cair ou de não ser a altura,
Receio de ser cedo.

Caminha errante por este mundo,
Não fiques preso a determinado lugar,
Pessoas, vícios, memórias,
Preso ao que não deves ficar.

Caminha errante por este mundo,
Sem saber ao certo onde procurar,
Porque aquilo que procuras
Em qualquer sítio pode estar.

Caminha errante por este mundo,
Sê apenas um viajante
Viajando ao sabor da brisa da vida...
Caminha errante...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tudo o que sou

Tudo o que sou,
Tudo o que sei,
Devo-o aos momentos de alegria,
Mas também aos momentos em que errei.

Tudo o que sou...
É dificil dizer tanto...
Talvez transmita as bases
Pode ser que me queiras conhecer entretanto.

Sou, assim como todos vocês,
Feito de carne e osso
E por isso às vezes também sinto
Que me encontro no fundo do poço.

Sou afável com os amigos,
Os meus inimigos ignoro,
Podem até achar estranho,
Mas a vingança não vive onde moro.

Sou o que sou,
Não o que os outros dizem.
Gosto de ser eu próprio,
Mas há outros que fingem.

Tenho a minha personalidade,
Não a queiram mudar!
Se não gostam de mim como sou
Dêem meia volta e ponham-se a andar.

Detesto que me mintam,
É algo que não suporto.
Podem dizer as palavras mais cruéis,
Se fôr verdade não me importo.

As bases foram dadas,
Mas ainda não faças julgamentos!
Procura conhecer toda a construção,
Por enquanto só conheces fundamentos.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Palavra

Há tantas coisas para serem escritas,
Ainda mais coisas para serem pensadas,
Mas todas elas devem ser ponderadas,
Para posteriormente serem ditas.

Por vezes, dizemos o que não queremos,
Magoamos quem tanto gostamos,
Matamos até quem amamos,
Devido à impulsividade que temos.

A palavra é a arma mais poderosa
Que o Homem pode utilizar.
Fere a alma mais piedosa,

Mata sem chegar a tocar,
Mas também cura a alma desgostosa
De todo o sofrimento que outra palavra possa causar.

Procurando Rumo

Estou nesta estrada
Perdido, sem rumo,
Vendo todo o meu passado
Através de uma pequena coluna de fumo.

Vi várias curvas,
Muita oposição,
Vi tudo o que tinha percorrido
Para chegar a esta situação.

Vi a morte levar amigos,
Vi várias enganadoras paixões
E reparei que todo esse caminho
Era essencialmente feito de ilusões.

Ilusão de imunidade,
Ilusão de pacificidade,
Ilusão de amizade,
Ilusão de liberdade.

Vi também que nesse caminho
Predominavam os valores materiais
Não estando à vista nem um bocado
Dos valores essenciais.

Mente cerrada,
Cega pela cultura,
Pelos meios de comunicação social
E também por minha loucura.

Acreditava no que me diziam
Sem nunca me questionar
Era uma máquina disposta a acreditar
Naquilo que a lógica não desafiar.

Decidi, então, mudar a minha vida,
Clarear a minha mente,
Ter opinião própria,
Começar a ser gente.

Ajudar os outros,
Não me centrar tanto em mim,
Pedir desculpa a quem fiz sofrer
E procurar redimir-me assim.

Então, o Sol brilhou.
A minha vida encontrou um rumo
Por detrás daquela coluna de fumo
Que o vento levou.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Noite

Bem, um amigo meu, o Fábio Nunes, escreveu um poema. Soube da existência deste blog e pediu-me para o colocar aqui. Depois de ler o poema, fiquei fascinado com a sua qualidade e então decidi postá-lo. Espero que gostem tanto como eu. Queria também agradecer ao Fábio por ter partilhado connosco este poema, o melhor que jamais aqui foi postado.

A luz a descansar
Ou horas de escuridão imensa?
O luar observar
Ou dormir enquanto se pensa?

Na noite vemos as estrelas
Claras como céu
Um espectáculo de brilhos
Onde nos metemos em sarilhos
Culpados como um réu.

Os olhos fecham-se nuns sítios
Abrem-se noutros
Assim roda o Mundo
Uns direitos, outros tortos.

A noite está lá sempre,
Debaixo do nosso nariz
Escondida pela luz,
Tapada pelo que se diz.

Se a noite não está aqui,
Está noutro sítio qualquer
Poluída por todos
Preservada por quem quer.

Afinal, o que é a noite?
É a luz a descansar.
Apesar de não vermos o Sol,
Vemos o luar

Que todos os dias
Tem um brilho diferente
Apesar de o brilho
Ser feito pela gente.

Umas noites estão escuras,
Outras estão claras,
Mas a luz é vista por quem quer ver,
Vista pela acção, não por se querer.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Borboleta ao luar...

Uma borboleta esvoaça
Sob o luar brilhante,
Encanta quem por ali passa,
Com o seu voo delirante.

Vejam como é bela,
Com os seus tons azulados!
Voando pela tela
Pousando nos galhos dourados
De uma rosa de prata
Daquele imenso jardim
Que o meu amor tão bem trata
Como jamais me tratou a mim.

Quem me dera ser tal galho
Para ser cuidado pelas mãos do meu amor
Que tem tanto trabalho
A cuidar de cada flor.

Quem me dera poder vê-la
Sorridente diariamente;
Quem me dera poder tê-la,
Ser amado constantemente.

E a borboleta continua
Com o seu voo parado,
Naquela tela onde o brilho da lua
Se tornou negro e continuado.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Reconstrução

Já ouvi várias pessoas dizerem
Que se cresce com a dor.
Concordo com tal pensamento
Pois eu cresci com o amor.

Onde há fumo há fogo,
Onde há amor há dor...
Em ambas as situações observamos
Um cenário devastador.

Um apartamento queimado,
Um coração ferido,
O grito de alguém
Que desejou não ter nascido...
Mas que não desiste!
Continua de pé, a lutar
Com a esperança de que um dia
Irá triunfar.

Não importa o tempo.
O fogo irá cessar,
As feridas irão sarar e então
Estará preparado para recomeçar.

Mas não irá procurar um novo apartamento,
Não irá procurar um novo amor.
Irá reconstruir tudo o que tinha,
Trabalhando com enorme fervor.

Porque não se pode encontrar um novo amor,
Nem encontrar memórias do apartamento...
As lembranças tão belas como elas
São mais fortes que o esquecimento.

sábado, 12 de junho de 2010

(In)felicidade

Vejo o Sol a nascer,
Cheiro o perfume das flores,
Do teu copo bebo amores,
Ouço as ondas a bater;

Os pássaros ouço a cantar.
A voar, vejo as mariposas,
Por entre mil piruetas virtuosas,
Sob os raios do luar.

Consigo sentir a união,
Consigo ver a liberdade...
Vejo, sinto, ouço a felicidade
Com as asas da imaginação.

Uma paisagem perfeita, grande harmonia, paz, amor... Digamos que todos gostaríamos que o mundo assim fosse: Pessoas livres e unidas, lindas paisagens, cheirar o doce perfume das flores em vez do cheiro tóxico dos gases industriais... Ter tempo para ver o nascer e o pôr do Sol, parar para ouvir o suave bater das ondas e reflectir... Mas, infelizmente, vivemos numa sociedade materialista e que não dá valor às "pequenas" coisas da vida como por exemplo o belo chilrear de um pardal, ou o lindo voo de uma mariposa... Parem e vejam o mundo que aqui está, o mundo que outrora fora lindo e que agora nada mais é que um poço de poluição!
Vamos mudar isto! Vamos tornar a Terra um lugar limpo! Vamos parar para reflectir nos nossos actos, parar para vermos no que estamos a tornar o nosso Planeta Azul. Se continuarmos com estas nossas acções, deixaremos de estar na Terra e passaremos a estar no Inferno!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Suspiro

Suspiro...
Nada mais posso fazer...
O ar inspiro e expiro...
Pensamentos vão e voltam...
Vêm com o ar e com ele se evaporam...
A mente estiro...
Tento descobrir se algo posso fazer...
E solto novo suspiro...